terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O GAMA DENUNCIA

NOTA PÚBLICA
Assunto: DAS EMISSÕES DOS GASES DO EFEITO ESTUFA – GEE - DO PROJETO SIDERÚRGICO CSU – Companhia Siderúrgica de Ubu, no LITORAL SUL do Espírito Santo.

O GAMA, organização não governamental ambiental independente revela que:
As emissões de GAZES DO EFEITO ESTUFA – GEE - apresentada no projeto da mega-siderúrgica CSU, via empresa de consultoria CEPEMAR, demonstrada em resposta às perguntas dos técnicos do IEMA, como especificado na tabela 1.7.1-2, do processo IEMA 47787830, indica, caso a CSU fosse operar em sua capacidade máxima de produção, 5,2 milhões de toneladas de aço ano, produção essa superior a apresentado em audiências públicas e no RIMA, a siderúrgica projetada pela VALE para o litoral, dentro de comunidade tradicional e em área de preservação permanente de manguezal emitiria :

Entre 9,8 e 10,7 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) anualmente, não incluindo outros gases do efeito estufa.

Esse valor corresponde a 83,8 % (mais de oitenta e três por cento ) de todos os gases do efeito estufa lançado na atmosfera do Rio de Janeiro anualmente (excluindo os gases da siderúrgica da Vale - CSA - recentemente inaugurada).


O COMPARATIVO DA CSU E OS GAZES DE OUTRAS SIDERÚRGICAS DO BRASIL

Ressaltamos que de acordo com inventário nacional dos gases do efeito estufa divulgado em 2005, todas as siderúrgicas do Brasil juntas produziam 37,8 milhões de toneladas ano.
Conclui-se que a CSU, somente de CO2, caso fosse instalada, despejaria na atmosfera brasileira 28,3 % dos gazes das siderúrgicas existentes no país.
Importante relatar que a indústria siderúrgica liderou com mais da metade (51,4%) das emissões de CO2 do setor industrial ( não incluindo o setor energia) sendo sua participação também destacada em relação aos outros GEE considerados no inventário nacional.
Em comparação com outros processos industriais, a siderurgia utiliza mais intensivamente o carbono, que atua simultaneamente como combustível e redutor na produção de ferro gusa em altos fornos. 
Em ambas as funções, o resultado é a formação de grandes quantidades de CO2, quer como produto das reações de remoção do oxigênio dos óxidos de ferro (redução), quer como produto da combustão. 

DA OMISSÂO DO IEMA

Apesar de extremamente importante de acordo com especialista de estudos climáticos, os dados constantes no processo IEMA não revelou a quantidade de CH4 (metano) e NMVOC (Compostos Orgânicos Voláteis exceto metano), CO ( monóxido de carbono) e NOx, todos esses gases do efeito estufa.

Qual o motivo?

Ressaltamos que o Plano nacional de mudanças climática, lei 12187/2009, revela que o Brasil almeja reduzir entre 36,1 a 38,9 % os gases do efeito estufa até 2020.

MUDANÇA CLIMÁTICA DEMONSTRA PERDA ECONOMICA E SOCIAL
Segundo a ONU, so Brasil, o prejuízo econômico que o fenômeno climático acarreta chega a US$ 5 bilhões por ano, o equivalente a 0,8% do PIB do país.As mudanças climáticas constituem um dos maiores desafios de nosso tempo. O 4° relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) indica que um aumento de temperatura acima de 2° C em relação ao início da era industrial traria consequências desastrosas para a economia dos países e o bem-estar da humanidade, em termos de saúde, segurança alimentar, habitabilidade e meio ambiente, comprometendo de forma irreversível o desenvolvimento sustentável.
No Brasil, um aumento de temperatura desta magnitude traria graves reflexos sobre a  produção agrícola, a integridade das florestas e da biodiversidade, a segurança das zonas costeiras e a disponibilidade hídrica, e energética. Implicaria, portanto, em retrocesso no combate à pobreza e na qualidade de vida da sociedade.  
AMEAÇA, COOPTAÇÃO E PRESSÃO A LIDERES E SOCIEDADE NÃO VALE.
Chega de corrupção.

Grupo de Apoio ao Meio Ambiente –
Bruno Fernandes da Silva

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